ATÉ QUE O AMOR NOS SEPARE

 

 

Já reparou que quando começamos a amar os problemas aparecem?

Já reparou como aquele começo descompromissado é infinitamente mais feliz, alegrinho, despreocupado?

A única coisa que importa é a hora que ele vai ligar ou a hora do cinema ou a hora de dormir junto pela primeira vez.

Ok, os práticos gritarão no meu tímpano que relacionamentos são feitos de fases:

1 – O fico

2 – A saudade

3 – O ver todo dia (e fazer sexo todo dia)

4 – A paixonite (e fazer sexo todo dia)

5 – O namorico – ou relacionamento enrolado (e fazer sexo dia sim, dia não alternando trepadas homéricas com amorzinho)

6 – O namorão (e fazer sexo de uma a três vezes por semana, e mais amorzinho do que trepadas homéricas)

7 – A crise dos 7 meses (e fazer sexo só pra ficar de bem)

8 – A baixa da libido (e não fazer sexo)

9 – O “eu te amo” (e voltar a fazer sexo todo dia)

10 – O fim (e tentar mudar de parceiro ASSAP – as soon as possible, para voltar a fazer sexo, na melhor das hipóteses)

 

Claro que para as pessoas perseverantes, afortunadas e sortudas (ou não) o item 10 é o casamento. E nem venham me encher o saco porque falei muito de sexo. Quem não gosta tem problema…pronto, falei.

Me lembro dos meus 15 anos de comprometimento sério. Eu vivia em alguma fase. Ou estava apaixonada, ou queria matar o nego de madrugada. Depois voltava a ficar apaixonada e novamente queria ver o nego morto.

Se a vida é feita de fases, relacionamentos não seriam diferentes, creio eu. Mesmo quando você ouve “até que a morte os separe” pode ficar preparada porque depois de 7 dias (quando acaba a lua de mel) vai ter um enrosco…depois de 7 meses mais um…7 anos e pimba!! Divórcio (ou não). É a crise dos 7, praticamente comprovado pela ciência.

Hoje eu estava analisando as pessoas que me cercam…amigos, primos, sobrinhos…tá quase todo mundo solteiro. E tá todo mundo reclamando por estar solteiro. Os que não estão reclamam por não estarem…será que não existe mesmo um jeitinho de ser só feliz sem reclamar? Um jeitinho de aceitar a sua escolha?

Casou, assuma! Bote o pau na mesa! Lute pela sua felicidade todos os dias em vez de reclamar, arrumar amante! Tá namorando, seja homem e assuma a menina pra todo mundo ver, bota namorando nos sites de relacionamento!! Tá solteiro por opçao (ou falta de opção), abraça o capeta! Curta sua vida mesmo! Porque as tampas de todas as laranjas dessa cesta estão por aí perdidas!

Os práticos estão ganhando a batalha…talvez sejam até mais felizes que os “zero razão”…Eu nunca vou saber essa resposta, nunca mesmo. Talvez por ser ariana, eternamente ferrada por amores errôneos…Talvez por ter sido uma filha da puta na vida passada e estar colhendo o que eu plantei na vida atual…Vai saber.

Só sei que depois de um ano enrolada, voltei a ser solteira, porque de tudo que restou a melhor definição para tudo que eu vivi no último ano foi dada por uma conhecida que nem sabia direito da minha novela mexicana: “ELE É UM ERRO PRA QUALQUER UM”. Forte né? Tão forte que sacudiu alguma coisa dentro de mim e saí correndo pra abraçar o capeta!!E não estou reclamando…ainda!

PsyDica: E que capeta!

 

Abraço de Urso

2 Respostas to “ATÉ QUE O AMOR NOS SEPARE”

  1. Paulinha! Adorei seu blog!!! Esse seu texto me faz lembrar aquela velha máxima que diz que o casamento é como um castelo sitiado; quem tá fora quer entrar e quem tá dentro quer sair… Bjs

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